Lidar com dentes hipersensíveis costuma ser um pouco complicado. Na maioria das vezes, basta aplicar algum agente desensibilizante na superfície do dente, na esperança de que funcione. Mas a adição de emissores de luz infravermelha próxima (NIR) muda completamente a maneira como isso funciona. Em vez de apenas cobrir o dente, utilizamos a luz NIR para levar esses agentes ainda mais fundo nos túbulos da dentina. O que torna a luz NIR tão eficaz é o fato de ela penetrar muito mais profundamente do que a luz visível. Quando a usamos, ela gera um pouco de calor. Esse calor não é suficiente para queimar, mas é suficiente para diluir o agente desensibilizante. Pense nisso como aquecer mel: ele flui melhor. Como fica mais líquido, o selante consegue chegar até esses espaços abertos que causam dor nos pacientes quando eles bebem algo frio. O objetivo é criar uma espécie de “bloqueio” físico no dente. A luz NIR ajuda esses minerais ou resinas a se solidificarem muito mais rapidamente. Assim, obtém-se um selamento mais firme, o que impede o movimento dos fluidos que causam dor. Funciona mesmo! Mas não se pode aumentar a intensidade da luz ao máximo. Se o fizermos, corremos o risco de danificar a polpa dental, e ninguém quer lidar com danos nervosos permanentes. É por isso que mantemos a intensidade baixa e utilizamos pulsos controlados de luz. É preciso ajustar corretamente os intervalos de resfriamento, para que o dente não superaqueça. A verdadeira vantagem é a eficiência. Os tratamentos são mais rápidos, e há menos pacientes que precisam voltar porque a solução não funcionou. O agente desensibilizante não fica apenas na superfície do esmalte; ele fica preso bem lá dentro. Para nós que realizamos o tratamento, isso significa que os resultados são muito mais previsíveis, independentemente da densidade do esmalte do paciente.